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Terça-feira, 23 de Julho de 2024
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Política

Wilson Lima prefere investir em bumbódromo de Parintins e deixa o Hospital Hemoam em segundo plano em Manaus

Em meio às promessas políticas e obras anunciadas, o Amazonas se vê diante de duas realidades distintas: de um lado, o entusiasmo do governador Wilson Lima em iniciar a construção de um novo Bumbódromo, palco do Festival de Parintins, projetado para receber milhares de espectadores com estrutura moderna e ampla.

No Faro da Notícia
Por No Faro da Notícia
Wilson Lima prefere investir em bumbódromo de Parintins e deixa o Hospital Hemoam em segundo plano em Manaus
Foto: Reprodução
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Em meio às promessas políticas e obras anunciadas, o Amazonas se vê diante de duas realidades distintas: de um lado, o entusiasmo do governador Wilson Lima em iniciar a construção de um novo Bumbódromo, palco do Festival de Parintins, projetado para receber milhares de espectadores com estrutura moderna e ampla. Por outro lado, desde 2018, o Hospital da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM) aguarda sua conclusão, prometida inicialmente para 2020 e ainda longe de se concretizar.

 

Enquanto o novo Bumbódromo promete ser um marco cultural e de entretenimento, com capacidade para 26 mil pessoas e uma área festiva ao seu redor, o HEMOAM permanece inacabado, apesar de ser crucial para o tratamento de doenças graves como leucemia e câncer infanto-juvenil. A nova infraestrutura do hospital dobraria sua capacidade, passando de 10.000m² para 25.000m², prometendo oferecer atendimento integral e especializado aos pacientes.

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Apesar dos esforços anunciados pelo governo estadual para a conclusão do Hospital do Sangue do Amazonas (HEMOAM), o projeto enfrenta significativos atrasos e desafios. Segundo o relatório mais recente da Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas, o contrato para as obras, inicialmente previsto para ser concluído em 240 dias, já acumula um total de 1981 até a data desta terça-feira, devido a prazos aditados e paralisações. O valor inicial do contrato, que era de R$ 39.821.126,44, foi ajustado para R$ 50.969.480,77 devido a aditivos, enquanto o custo total das medições já alcançou R$ 55.727.776,70.

 

CT 00025 2018 HEMOAM 1

O pré-candidato a vereador de Manaus pelo PL, Chico Preto, em suas redes sociais, não poupou críticas à disparidade de prioridades do governo estadual. Ele ressaltou a necessidade urgente de concluir a ampliação do HEMOAM, evidenciando a falta de recursos destinados à saúde pública em contraste com investimentos em projetos de entretenimento. Para Chico Preto, a situação atual reflete uma escolha preocupante por parte das autoridades, onde o bem-estar e a vida dos cidadãos são colocados em segundo plano.

Ao Amazônia Press, o pré-candidato a vereador de Manaus pelo PL, Chico Preto, expressou sua opinião sobre a decisão do governo estadual de construir um novo Bumbódromo, destacando a prioridade dada ao entretenimento em detrimento da saúde pública. Chico Preto afirmou que há uma clara falta de atenção às necessidades essenciais da população. Ele destacou os inúmeros problemas enfrentados pelos hospitais locais, incluindo a falta de leitos e o não pagamento dos profissionais de saúde. 

“A construção do novo Bumbódromo parece priorizar o entretenimento sobre a saúde pública, considerando que o HEMOAM, essencial para pacientes com doenças graves, ainda não foi concluído. Há uma aparente falta de prioridade do governo estadual para projetos de saúde pública, evidenciada pela decisão de investir em um novo Bumbódromo enquanto a ampliação do HEMOAM permanece inacabada e os hospitais já existentes com leitos insuficientes, falta de pagamento dos profissionais da saúde e muitos outros problemas que facilmente eu poderia passar horas falando sobre”, enfatiza ele.

Chico Preto criticou a situação atual do estado, onde os cidadãos são os mais afetados pela falta de infraestrutura adequada em saúde pública. Segundo Chico Preto, a população está sofrendo enquanto recursos são alocados para projetos de entretenimento em vez de áreas críticas como a saúde.

“O governador Wilson Lima falava “a bronca é comigo!”, e o que está acontecendo hoje no Amazonas? A “bronca” está ficando para os cidadãos que enfrentam dificuldades com a falta de infraestrutura adequada em saúde pública. A população sofre enquanto vê recursos sendo alocados para projetos de entretenimento, ao invés de para áreas críticas como a saúde”, finaliza.

Durante a entrevista ao Amazônia Press, foram apresentados relatos comoventes que ilustram as graves consequências da falta de infraestrutura adequada no Hospital da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM). Merylene Brandão compartilhou a trágica experiência de ver seu marido falecer devido à insuficiência de recursos e atendimento no HEMOAM. Cleuter Alves, paciente de leucemia, enfrentou uma série de dificuldades que culminaram em sua morte. Ele precisou esperar horas por atendimento especializado, sendo transferido entre hospitais sem sucesso, até sofrer um acidente vascular cerebral. 

“Vi meu marido morrer na sala do HEMOAM porque não havia estrutura suficiente para atendê-lo. Cleuter precisava fazer um exame de tomografia, mas o hospital não tinha aparelhos. Com leucemia, ele teve um derrame na cabeça e precisava continuar sua quimioterapia. Durante sua última internação, ele precisou de atendimento com o neurologista que o HEMOAM não oferece. Ele esperou cinco horas para ser atendido no Hospital João Lúcio apenas para fazer o exame e depois teve que retornar ao HEMOAM. No João Lúcio, foi constatado que ele tinha um pequeno sangramento na cabeça, mas como não havia leito, teve que voltar. Os médicos de plantão no HEMOAM, que são hematologistas, não sabiam o que fazer. Ele foi colocado em uma sala improvisada, chamada de mini UTI, mas sem um neurologista disponível em nenhum hospital. Meu marido teve um acidente vascular cerebral e morreu às 06h, do dia 03 de dezembro de 2023”.

 

Apesar da tragédia, Merylene enfatizou que não culpa os médicos plantonistas, reconhecendo o esforço e a frustração dos profissionais diante da situação. Ela relatou que viu um médico chorar, impotente, por não conseguir ajudar devido à carência de materiais e equipamentos adequados no hospital. “Eu não culpo os médicos plantonistas naquele dia. Eu vi o médico chorar porque ele não conseguiu ajudar meu marido por conta da falta de infraestrutura. Ele se sentia impotente, pois não tinha material adequado no hospital. É doloroso ver profissionais dedicados sem os recursos necessários para salvar vidas”.

Nas estatísticas de leitos apresentadas no Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior de 2023, que destacam a distribuição e a disponibilidade de leitos complementares no Amazonas, é crucial observar como essa infraestrutura é essencial para atender às necessidades de saúde da população. Com um total de 1.262 leitos, dos quais a maioria (69%) é destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS), o estado enfrenta desafios significativos na gestão e na adequação desses recursos diante das demandas emergentes, como evidenciado pela conversão de leitos específicos para COVID-19 para outros usos devido à redução de casos.

Esses números refletem não apenas a capacidade atual dos serviços de saúde no Amazonas, mas também as lacunas que persistem, especialmente quando se considera a falta de conclusão de projetos como o Hospital HEMOAM. 

 

Cadê os deputados…

No contexto atual, onde projetos essenciais como a conclusão do Hospital HEMOAM enfrentam atrasos significativos, surge a questão crucial: onde estão os deputados estaduais para fiscalizar e garantir que os recursos públicos sejam adequadamente direcionados às necessidades da população? É alarmante observar alguns desses representantes ao lado do governador Wilson Lima em eventos recentes, como no final de semana em Parintins, enquanto a infraestrutura de saúde pública aguarda desesperadamente por investimentos e conclusão.

Enquanto se celebram festividades e espetáculos culturais, pacientes como os que dependem do HEMOAM para sobreviver veem suas vidas adiadas por uma infraestrutura de saúde inadequada. A discrepância entre os recursos alocados para o entretenimento e aqueles destinados à saúde pública é não apenas evidente, mas também preocupante para a população que depende desses serviços essenciais.

Enquanto se constrói um novo palco para o Festival de Parintins, os cidadãos aguardam ansiosamente por uma resposta efetiva às suas necessidades básicas de saúde. Este contraste não apenas questiona as decisões administrativas, mas também chama a atenção para a necessidade urgente de uma revisão nas prioridades governamentais. A população do Amazonas merece um compromisso verdadeiro com a saúde pública, onde cada real investido reflita a valorização da vida e do bem-estar de todos os seus cidadãos.

Após contatos realizados com a assessoria do governo, solicitamos informações atualizadas sobre o andamento e previsão de conclusão do Hospital da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM). Aguardamos retorno para oferecer um posicionamento oficial sobre o assunto.

 

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